Misturo tua lembrança com descrença
ao mais leve buscar de tua presença…
e de um sentir que em tempo algum se apaga!
Como se apenas não pensar bastasse,
mergulho em lutas vãs diante do impasse.
Oh, como me ver livre desta chaga?
E ainda que esta dor me rasgue ao meio,
mostrando um mundo agora sem sentido,
ao mesmo tempo, chega como um esteio.
E então me abrigo nele, agradecido.
Impede que eu de ti sinta o vazio,
devolve-me o calor, o nosso cio,
fazendo-me sentir por ti acolhido.
Dentre esquecer de ti para ser livre,
este doer constante te revive:
por conta desta dor, quase te toco!…
Inspiro teu perfume, de tão perto,
me envolves como outrora, e eu me desloco
até onde estás agora, e eu me liberto!
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