Para defender seus interesses a indústria alimentícia enganou os nutricionistas (e a nós!) por vários anos. A gente explica como um grupo influenciou a famosa pirâmide alimentar.
Quem quer US$50 mil?
Três cientistas americanos receberam US$50 mil cada para modificar a primeira pesquisa sobre a influência da alimentação nas doenças cardíacas, em 1967. A Sugar Research Foundation (Fundação para Pesquisa do Açúcar) pagou aos cientistas no intuito de limpar a barra do alimento e culpar a gordura. O estudo trazia a recomendação de uma dieta com carboidratos, grupo alimentar pertencente aos açúcares. Lembra-se da pirâmide alimentar? A base (o que é considerado bom) é composta por pães, arroz e macarrão, alimentos cheios de açúcar.
Quem disse que os nutricionistas foram enganados?
Stanton Glantz, cardiologista e professor na Universidade da Califórnia (Estados Unidos) revelou o esquema da indústria alimentícia para enganar os nutricionistas ao jornal americano The New York Times este ano. A publicação revela ainda que John Hickson, executivo da indústria do açúcar se reuniu com outros executivos para modificar a opinião das pessoas sobre o alimento.
Para Glantz, a estratégia foi boa porque a imprensa sempre divulga informações nutricionais e há muitas publicações incentivando uma dieta rica em carboidratos. Já o médico Mark Hegsted, por sua vez, mostra a responsabilidade do governo americano, pois este ligava o açúcar apenas a “coisas menores”, como o surgimento de cáries.
Consequências
Informações nutricionais erradas causam obesidade e desnutrição. Os achocolatados, verdadeiras bombas de açúcar, são vendidos como fontes de energia. As versões cheias de açúcar das granolas também dão a impressão de serem saudáveis.
Então, a gordura está liberada?
Calma! Gordura demais faz mal. Mesmo as gorduras boas, como o azeite extravirgem, prejudicam se consumidas em excesso. O segredo é não exagerar em nada para manter o corpo saudável.
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Texto escrito por Sumaia de Santana Salgado da Equipe Eu Sem Fronteiras