Dentro da minha experiência de compartilhar vivências, relatos de pacientes e histórias pessoais, percebi um denominador comum entre os despertos: a dificuldade de passar pela catarse, de manter-se firme e confiante no processo.
Segundo o dicionário, “catarse” é:
“Na religião, medicina e filosofia da Antiguidade grega, libertação, expulsão ou purgação do que é estranho à essência ou à natureza de um ser e que, por isso, o corrompe.”
Trocando em miúdos, é se libertar de tudo aquilo que o impede de acessar a sua verdadeira essência e de se conectar com a consciência maior. É assumir sua centelha divina e finalmente assumir seu papel junto a essa grande família estelar.
Para muitos, há a ilusão de que o despertar é simplesmente a extinção de conflitos e de problemas, como se finalmente se chegasse ao paraíso ao som de anjos tocando harpa. Contudo a maioria se esquece de que estamos numa dimensão dualista, ou seja, neste planeta Terra montamos nossos registros de aprendizados por meio das oposições.
Nossa mente inferior insiste em fazer registros usando conceitos de bem e mal, feliz e triste, paz e guerra, rápido e lento, acima e abaixo e assim por diante. Portanto, ao despertar nessa esfera, você será conduzido a ondas infinitas de informações para ter a oportunidade de praticar o tal despertar e lapidar o diamante bruto em que nos encontramos.
Remover o véu do esquecimento é como lapidar um diamante. Aliás, para quem não sabe, diamantes são reconhecidos somente por um olhar treinado que vê na pedra bruta a verdadeira essência. E vou além: mais da metade da pedra original é removida para finalmente restar somente aquilo que vemos como um diamante precioso e raro.
Logo, despertos da Terra, somos diamantes a serem lapidados até que reste a nossa verdadeira essência. No processo haverá a mudança de paradigmas, a necessidade de religião deixa de existir, as pessoas com as quais você convive não fazem mais sentido, o consumo desenfreado torna-se ilógico e a vontade de voltar para casa pulsa dentro de você. Embora o mundo o rotule de louco, para você o mundo é que está do avesso e a busca por cumprir seu propósito divino torna-se a prioridade.
E eis o cerne da questão: cumprir o seu propósito divino. Muitos despertos já conseguiram acessar seu propósito e vivem o conflito de como colocar isso em ação, pois muitas vezes isso significa mudar de trabalho, mudar de cidade, mudar tudo e se lançar com confiança ao chamado. Outros já passam pela angústia de sentir que estão totalmente fora do seu alinhamento divino, mas têm medo de acessá-lo, pois sabem que haverá mudança e, portanto, também passam por um armagedom interno.
E você, leitor, pode se questionar: “E agora, José? Tem jeito?”.
Digo a vocês que a sabedoria popular nos ajuda: aquilo que não tem remédio remediado está.
A você, desperto que almeja elevar seu padrão frequencial para finalmente passar a barreira de freqüência e sair dessa roda de sansara, a única opção é confiar e entregar-se ao processo de catarse.
É permitir que seja expurgado tudo aquilo que é desnecessário e que, no final, reste um cristal lindo, translúcido e cheio de vida.
Para isso, você não está só.
Primeiramente você tem todo um amparo dos seus próprios fractais, que já voltaram para o EU SOU. Há também mestres e mentores vos amparando 24 horas por dia. Você duvida? Trago a seguinte reflexão: quando você tem um pensamento reconhecidamente de baixa freqüência, você acolhe e encerra de imediato ou fica feito vaca ruminante com aquilo na cabeça e, vendo seu corpo todo reagir a uma ideia da qual nem você se lembra de como começou? Pois bem, se você tiver mais o segundo padrão – o da vaca ruminante – foi você o único responsável por interferir na sintonia com todo o amparo divino em torno da sua vida.
Lembre-se de que somos centelhas divinas, deuses capazes de criar nossa realidade. Apenas nos esquecemos de como manter isso em fluxo contínuo. A você, desperto, a vigília de pensamento é constante, mas convido a experimentar trazer a serenidade e a alegria a essa vigília, pois, caso contrário, infere-se no risco de o leitor ficar a se autoflagelar a cada tropeço que acontecer. E aí outro problema é criado: a culpa. Falaremos dela um pouco mais à frente.
É preciso deixar claro que você é o único responsável por se manter no processo de despertar, mas isso não significa que para ajudar esse “corpixo” cheio de oscilações hormonais você não possa buscar ferramentas para ajustar a conexão entre os corpos e, assim, se fortalecer em sua caminhada. É claro que será preciso também um olhar para dentro refinado, para não tropeçar noutra situação e se tornar um “papa terapias e cursos”, ou seja, substituindo muletas na trajetória.
Mas pensando que você está consciente disso e disposto a trilhar o caminho da sua verdade com empurrões estratégicos, aproveito para lançar algumas dicas do que você pode buscar para ajudá-lo a se manter firme na busca pela conexão com a sua essência – o EU SOU.
Comece mudando sua alimentação: menos trigo, menos açúcar, menos alimentos de origem animal, menos industrializados ultraprocessados. A intenção é se voltar para o simples, básico e variado para potencializar a capacidade do seu corpo de expressar os melhores marcadores epigenéticos que já estão dentro de você. Além do alimento, reveja tudo o que você coloca em contato com as suas células, como flúor na pasta de dente, cloro na água, panela de alumínio, plásticos com BPA, dentre outros compostos que entram no nosso corpo e fazem uma confusão danada por terem composição química semelhante a alguns hormônios do nosso corpo.
Você deve estar se perguntando o que isso tem haver com se manter desperto. É muito simples: estes fatores externos não só bagunçam nossos hormônios e marcadores epigenéticos, mas bloqueiam nossa pineal, aquela glândula conhecida por ser nosso terceiro olho, ou seja, a que viabiliza nossa comunicação com a família estelar e também por onde acessamos o EU SOU. Mas tenha calma, porque não há necessidade de radicalismo. Comece se permitindo ao menos entrar em contato com novas idéias. Uma sugestão de leitura que deixo é “A Biologia da Crença”, do autor Bruce Lipton.
Próximo passo: mexa seu corpo físico! Somos um sistema refinado de alavancas e engrenagens. Nosso corpo físico precisa de movimento para se manter saudável e reduzir processos de oxidação e inflamação. Portanto busque atividades que lhe dão prazer e ação! Pratique esporte, yoga, pilates, musculação, corrida, pedale, pratique uma arte marcial… O importante é movimentar.
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Para dar um toque na construção de um processo de despertar há várias terapêuticas que podem auxiliar a remover as cracas, bem como fazer ajustes finos de conexão. Vou citar algumas: reiki, constelação familiar, cura quântica, massagem ayurveda, microfisioterapia, be yourself (essa foi idealizada por mim), thetahealing, barra de acess, apometria, mesa radiônica, registro akashico, homeopatia, floral, dentre muitas outras. A dica é se permitir experimentar e ir fazendo os ajustes finos para identificar qual pode ajudar você, de acordo com cada processo vivenciado.
Parafraseando uma postagem que vi em redes sociais, da qual não me lembro do autor: “Beba água. Tome sol. Você é basicamente uma planta com emoções complicadas”.
Falando em emoções, lembra que citei a culpa? Pois bem, dentro do despertar observei que este sentimento ronda com certa freqüência o caminho do desperto por “n” razões distintas, assim como a mágoa e o que chamo dos 4 R’s: raiva, ressentimento, remorso e rejeição. Ressignificar estes sentimentos é um mergulho profundo nos sentimentos não só desta existência, mas também de tudo o que ainda mantém sua essência presa na barreira de freqüência. E aí as terapêuticas que ressoam em seu coração ajudarão no processo de se libertar do antigo padrão emocional e dar espaço ao novo mundo à sua frente.
Então, embora a vivência do despertar para sua essência seja uma caminhada percorrida unicamente por você, buscar terapêuticas é aumentar as chances de realizar saltos quânticos na consciência. É manter a balança de entropia (desconstrução) e de negantropia (construção) em ciclos harmônicos e num fluxo contínuo rumo a uma complexidade crescente.
E aí, despertou? Agora anda!
E assim seguimos.
Com fé, amor e gratidão.