Autoconhecimento Comportamento

Insistir e persistir

pessoa com mochila olhando para frente
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Escrito por Fernanda Colli

Uma linha tênue é traçada no caminho entre persistir e insistir, por isso devemos ficar atentos para não sucumbirmos e depararmo-nos com a derrota. Apesar de parecerem sinônimas, insistir e persistir possuem diferenças tão complexas e tão profundas, então se faz necessária a explanação de suas diferenças.

É comum ouvirmos história de insistência que deram certo e que não deram tão certo assim. Quando insistimos em algo, colocamos toda nossa energia naquele objetivo, porém sem buscar alguma solução inovadora, sem enxergar novas possibilidades ou adaptações para a conquista de nossos objetivos. Insistir é a repetição de uma mesma atitude, mesmo que ela não surte o efeito desejado. Logo, entendo que insistência está intimamente relacionada à teimosia.

Atualmente vemos tantos discursos e pessoas insistentes, que não analisam o contexto, acabam prejudicando pessoas, muitas vezes vão de encontro a estudos, contra a ciência, na contramão da evidência… mas que enxergam na insistência uma corda de fundamentação de uma razão muitas vezes infundada. Mais preocupante é quando a insistência entra no campo da intolerância e acaba atingindo dimensões demasiadamente perigosas. Em suma, insistir em algo que não está dando certo é tolice.

Já persistir em algo é ir além da insistência, é buscar soluções para que seja alcançado o objetivo. Persistir é não desistir de mostrar ao Universo e às pessoas a eficácia do seu propósito, mesmo que para isso sejam necessárias mudanças e adaptações em suas metodologias e explanações.

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A persistência é algo valioso não só pelos exemplos que ela deixa, mas pela ação que ela resulta. Persistir está intimamente ligado a determinação, resiliência e força de vontade, que são ingredientes imprescindíveis para nossas conquistas, vitórias e satisfação pessoal.

Portanto, a reflexão deste texto é a necessidade de se dar conta da diferença entre a persistência e a teimosia, pois mesmo que estejamos explanando suas diferenças, às vezes são atitudes sutis e bem delicadas que as definem na prática.

Sobre o autor

Fernanda Colli

Educadora e escritora brasileira, natural de Araçatuba, São Paulo. Formada em Pedagogia, Psicopedagogia e Arte-Educação, possui também graduações em Letras, História, Artes e Educação Física. É especialista em Literatura Brasileira, Educação Infantil e Educação Especial.

Como membro da Comissão Infantopedagógica da IOV Brasil (Organização Internacional de Folclore e Artes Populares), dedica-se à pesquisa e promoção da cultura popular brasileira, com ênfase nas tradições caipiras do interior paulista. Ela é catireira e coordena projetos culturais em Araçatuba, como o "Catira e Folclorear".

Na literatura é autora de obras como "Um Conto de Fadas à Moda Caipira" e sua sequência, que mesclam elementos dos contos de fadas tradicionais com a rica cultura caipira brasileira.

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