Existem dois tipos de narcisismo, o de vida e o de morte. O narcisismo normal se caracteriza por um narcisismo libidinal, de vida. Já o narcisismo patológico, consiste na manifestação do tanático que em grego vem de Thanos, que significa morte. O narcisismo de morte tende a trazer toda vida psíquica à zero, dominado pelo princípio de Nirvana, tende à pulsão de morte. Freud estudando o desenvolvimento infantil percebe que o Ego é o verdadeiro e primeiro depósito libidinal, na qual irá partir até chegar ao objeto.
Quando a libido permanece no Ego, é denominada narcisista.
Se a mãe reconhece no filho a materialização de seu ideal, ou se percebe nele alguém monstruoso, defeituoso ou perigoso, tudo isso será registrado pela criança, que verá – nos olhos e na atitude afetiva da mãe – refletida uma imagem que não tardará em aceitar como própria. Entretanto, nem todas as crianças são objeto de amor todo o tempo, e alguns, diretamente, não são objeto de amor. A partir do ego ideal e do narcisismo materno, o filho pode ser identificado como ideal narcisista, que lhe proporciona a ilusão de ser aquilo que lhe falta para obter a perfeição.
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Os pais, geralmente reconhecem nos filhos, o ideal ansiado, ou seja, não só amam pelo que eles são, mas pelo que eles ainda não foram. Querem-no como promessa. Promessa de ser através dele o que não puderam alcançar por si mesmo. Se o que se satisfaz no plano imaginário são as aspirações narcisistas dos pais, onde ficaram suas próprias aspirações pulsionais, sexuais e agressivas?