Já reparou como algumas palavras simples são tão óbvias que acabam sendo esquecidas?
Respeito, por exemplo. Uma dessas palavras que todo mundo diz conhecer, mas poucos realmente praticam no cotidiano — especialmente dentro do ambiente de trabalho.
Durante muito tempo, acreditei que o importante era “ser profissional”. Cumprir as metas, dar conta da rotina, ser discreta, não causar conflitos. Só depois de muito esgotamento e algumas feridas silenciosas, percebi que o que eu realmente buscava era algo ainda mais essencial: ser tratada com dignidade.
O ambiente de trabalho pode ser leve, sim. Pode ter brincadeiras, pode ter liberdade. Mas quando a liberdade de um invade o limite emocional do outro, o que existe não é leveza — é descuido. E descuido contamina.
Contamina o bem-estar, o brilho nos olhos, a saúde mental. Aos poucos, a gente vai se diminuindo, se calando, se adaptando… até perceber que deixou de ser quem era.
Respeito não é luxo.
Não é “prêmio” para quem se comporta.
Respeito é o solo fértil onde qualquer relação — profissional, pessoal ou espiritual — pode florescer.
É sobre escutar sem debochar.
Corrigir sem humilhar.
Elogiar sem invadir.
É sobre entender que o outro também sente, também se fere, também precisa ser visto com empatia.
Hoje, falo disso não como quem acusa, mas como quem se reconstrói.
Percebi que estabelecer limites não é ser difícil — é se amar.
Percebi que apontar o que incomoda não é gerar conflito — é tentar cultivar um ambiente mais justo.
Percebi que a minha paz vale mais do que qualquer cargo, salário ou promessa de crescimento.
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Saiba que não está sozinha. E mais importante: não precisa aceitar isso como normal.
Este texto é um lembrete.
De que você merece ser respeitada.
De que o bem-estar começa onde termina o medo.
E de que, por mais difícil que pareça, é possível transformar até os espaços mais tóxicos — começando por dentro.